Em dia de tensão máxima, Oriente Médio aguarda reunião de hoje, em Genebra. Analistas acham que Israel pode atacar primeiro, gerando retaliação do Irã e entrada direta dos Estados Unidos
Quinta 26/02/26 - 6h28Começa nesta quinta-feira 26 de fevereiro, em Genebra, na Suíça, a terceira rodada de negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã para tentar frear o programa nuclear iraniano .
O encontro é considerado decisivo e pode determinar os próximos passos do governo Trump, que admite a possibilidade de um ataque militar caso a via diplomática fracasse .
De um lado, o Irã enviou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que classificou o momento como uma "oportunidade histórica" e afirmou que um acordo justo está ao alcance, desde que a diplomacia seja priorizada .
O país sinaliza disposição para limitar seu programa nuclear em troca do alívio das sanções econômicas, mas mantém como linha vermelha o programa de mísseis balísticos, que se recusa a negociar .
Do outro lado, os EUA são representados pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Trump .
Washington pressiona por um acordo de validade indefinida e quer restringir o alcance dos mísseis iranianos e o apoio do país a grupos armados na região .
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a recusa do Irã em discutir o programa de mísseis é "um grande problema" .
O clima é de tensão máxima.
Em seu discurso do Estado da União na terça-feira, Trump acusou o Irã de buscar armas nucleares e disse que não permitirá que o país tenha uma bomba atômica .
O Pentágono mantém dois porta-aviões e dezenas de caças posicionados a uma distância de ataque do território iraniano .
Nos bastidores, assessores de Trump debatem a possibilidade de um ataque israelense primeiro, para que uma eventual retaliação iraniana justifique uma resposta militar americana com maior apoio da opinião pública .
O próprio Trump, segundo a imprensa, considera um ataque limitado nos próximos dias, podendo evoluir para uma ação maior nos próximos meses .
O Irã, por sua vez, tenta atrair os americanos com uma proposta de "bonança comercial", oferecendo investimentos em petróleo e gás como forma de evitar o confronto .
Mas a posição oficial, reiterada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, é de que as acusações americanas são "grandes mentiras" .
Enquanto isso, a Austrália ordenou a retirada de familiares de diplomatas de Israel, e analistas alertam que a região parece caminhar para uma guerra .
O resultado da reunião desta quinta pode ser o fiel da balança entre a paz e um novo conflito no Oriente Médio.


