Novo tremor de terra foi registrado em Sete Lagoas, na noite desta sexta-feira, o terceiro em Minas na última semana. (Riacho dos Machados, a 144 km de M. Claros, foi um deles
Sexta 30/01/26 - 23h19
Tremor de terra de magnitude 3.0 é registrado próximo a Sete Lagoas, em MG; USP analisou abalo
Evento sísmico foi reportado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR)
Mateus Pena
A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou um tremor de terra de magnitude preliminar 3.0 próximo a Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, por volta das 14h35 desta sexta-feira (30/1). A entidade apontou que moradores da cidade relataram ter sentido o abalo sísmico, que foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, diz que pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, já que o estado possui o maior número de abalos sísmicos registrados.
"Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre", explica o Collaço.
Segundo a RSBR, o tremor registrado próximo a Sete Lagoas é o terceiro sismo registrado em Minas Gerais apenas na última semana. No dia 27 de janeiro, os municípios de Riacho dos Machados e de Frutal registraram eventos de magnitudes 2.4 e 2.9, respectivamente.
Sobre a RSBR
Coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil, a Rede Sismográfica Brasileira é responsável por monitorar a sismicidade do território nacional por meio de quase 100 estações sismográficas.
RIACHO
Na terça-feira (27), foram registrados terremotos nos municípios de Riacho dos Machados, no Norte de Minas, com magnitude 2,4, e em Frutal, no Triângulo Mineiro, de 2,9 graus.
***
10h38m, sábado, do jornal Estado de Minas, de BH:
Tremor de terra é registrado em Sete Lagoas, o terceiro em MG esta semana
Outros tremores foram sentidos em Riacho dos Machados, no Norte do estado, e em Frutal, no Triângulo Mineiro
Um tremor de terra de magnitude 3.0 foi registrado próximo ao município de Sete Lagoas (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde dessa sexta-feira (30/1), às 14h35. De acordo com a a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), houve relatos de que o tremor foi sentido pela população local.
O abalo sísmico foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. Segundo a RSBR, este é o terceiro sismo registrado em Minas Gerais apenas na última semana. No dia 27 de janeiro, os municípios de Riacho dos Machados (MG), no Norte do estado, e de Frutal (MG), no Triângulo, registraram eventos de magnitudes 2.4 e 2.9, respectivamente.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR.
Conforme o Centro de Sismologia da USP, ao contrário do senso comum, sismos no Brasil são relativamente frequentes. Tremores com magnitudes entre 2 e 3 ocorrem praticamente todas as semanas em alguma região do país. Eventos um pouco mais fortes, como este de magnitude 3,9, são menos comuns, ocorrendo em média cerca de duas vezes por ano no território brasileiro.
Ainda de acordo com os especialistas, a probabilidade de um terremoto de grande magnitude e com potencial destrutivo no Brasil é extremamente baixa. Isso porque o país está situado no centro da Placa Sul-Americana, uma posição geograficamente estável e segura. Os tremores que ocorrem no território nacional, como os de Minas Gerais, raramente ultrapassam magnitudes que possam causar danos estruturais graves a edificações preparadas.
O que fazer durante um abalo sísmicos?
Se estiver dentro de casa:
Mantenha a calma e permaneça no local durante o tremor
Afaste-se de janelas, vidros, espelhos, prateleiras e objetos que possam cair
Proteja a cabeça e o pescoço e procure abrigo sob uma mesa resistente ou junto a uma parede interna, em local seguro
Não utilize elevadores.
Na rua:
Vá para um local aberto, longe de fachadas, postes, árvores, marquises e fiações
Evite permanecer perto de muros e estruturas com risco de queda
Se estiver dirigindo:
Reduza a velocidade com segurança e pare em local aberto, longe de pontes, viadutos e construções
Permaneça no veículo até o tremor passar
Qual a escala de magnitude dos terremotos?
Até 2,5 - Terremoto geralmente não é sentido, mas registrado pelo sismógrafo
2,5 a 5,4 - Frequentemente sentidos, mas causam apenas pequenos danos
5,5 a 6,0 - Pequenos danos a prédios e outras estruturas
6,1 a 6,9 - Muitos danos são causados em áreas bem povoadas
7,0 a 7,9 - Grande terremoto, causa sérios danos
8,0 ou mais - Enorme terremoto, pode destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro
***
17h58, sábado, do jornal CNN:
Terremoto de magnitude 3,0 atinge cidade de Minas Gerais
O abalo sísmico foi registrado próximo a cidade de Sete Lagoas, região metropolitana de Minas Gerais
Julia Naspolini
Um terremoto de magnitude 3,0 foi registrado às 14h35, da última sexta-feira (30), em área do município de Sete Lagoas, região metropolitana de Minas Gerais. Moradores da região relataram sentir o tremor.
O abalo sísmico foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP.
Em nota à CNN Brasil, o Centro de Sismologia explicou que esses terremotos são causados por grandes pressões que atuam no interior da Terra.
Quando essas pressões acumulam, causam falhas ao longo da crosta terrestre. E o tremor é resultado de um deslizamento repentino de uma dessas fraturas.
Em apenas uma semana, este foi o terceiro tremor de terra registrado em Minas Gerais. Os municípios de Riacho dos Machados e de Frutal registraram, na última terça-feira (27), abalos sísmicos de magnitudes 2.4 e 2.9, respectivamente.
Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados.
Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR
A Rede Sismográfica Brasileira e o Centro de Sismologia da USP afirmaram que abalos sísmicos dessa magnitude tem poucas chances de causar danos mais sérios.
A RSBR é responsável por monitorar a sismicidade do território nacional por meio de quase 100 estações sismográficas.


