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Mensagem: Futuro de Cuba Manoel Hygino Leonardo Padura Guedes é um homem que conquistou seu lugar e hora nas letras. Recente reportagem-entrevista sua, assinada por Carlos Marcelo em jornal belo-horizontino, dá uma ideia muito expressiva de sua obra, inclusive do best-seller “O homem que amava os cachorros”, sucesso indiscutível e supranacional. Hoje é um cubano de Havana, como sempre quis, mas do bairro periférico de Mantilla, morando na casa em que nasceu em 1955, mas “mais cético em relação ao futuro, não apenas de meu país, mas do mundo”. Havana e Cuba não são mais os daquela época. Alina Revuelta, filha de Fidel, avaliou: “O grande problema deste país é que várias gerações embarcaram na conquista de um sonho, mas só alcançaram um pesadelo, e não querem reconhecê-lo. “Jorge Amado, da mesma linha de Fidel, criticou: “Atrevo-me a dizer que as ditaduras de esquerda são piores, pois contra as de direita pode-se lutar de peito aberto: quem o fizer contra as de esquerda, patrulhado, acusado de reacionário, vendido, traidor”. Antônio Rangel Bandeira, revolucionário dos anos rebeldes do regime militar brasileiro, deixou tudo por aqui para ver o que acontecia em Cuba depois de tudo que ocorreu nos anos de Fidel para cá e fez análise criteriosa e crítica. Agora, Padura comenta o tempo de seu passado, e o de hoje, e revela sentimentos profundos e de dor. Padura fala: “Lembro com muita nitidez do menino de três, quatro anos, que se deslumbrou com as vitrines das grandes lojas do centro, adornadas com motivos natalinos, com luzes e brinquedos. Também a visita à casa das minhas tias e primos no centro da parte colonial, Havana Vieja, onde sempre havia cheiro de gás metano que vazava das tubulações subterrâneas... Tudo então era mágico e agora, em contrapartida, é deprimente: a última vez que passei por esses lugares vi as ruas sujas, tudo descascado, e as pessoas tentando encontrar alternativas de sobrevivência vendendo coisas nas calçadas... e me lembrei das “candongas” angolanas (mercados populares informais), com seu mercado de misérias. Se a situação em Cuba já era ruim, desde o boicote de Tio Sam, com Trump piorou. A falta de combustível afetou não apenas o trivial já altamente comprometido da alimentação cotidiana. Hoje se pode dizer que o homem da ilha carece de tudo, começando pelo essencial, a comida de cada dia. Basta conferir os relatos dos que lá permanecem e não têm condições praticamente de fugir para nenhuma outra parte do mundo. Muito triste.
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